Olá, eu sou a Diana — artista e criadora por detrás da BAUY.

Eu gosto, acima de tudo, de criar. Nunca consegui — nem quis — ficar presa a uma só forma de o fazer. Tanto posso estar a pintar uma obra como a transformar uma peça de roupa, a criar um candeeiro ou a experimentar uma ideia completamente diferente no dia seguinte. Gosto dessa liberdade de poder saltar entre materiais, técnicas e formatos, sem sentir que tenho de escolher uma coisa só para me definir.


Nunca fui muito de seguir modas ou tendências. Não me interessa particularmente saber o que as grandes marcas decidiram que vamos todos querer na próxima estação, nem criar aquilo que já existem mil versões por aí. Gosto de criar a partir do que me está a inspirar naquele momento, mesmo que não seja o que está “a dar”. E, provavelmente por isso, também não tenho grande interesse em estar onde está toda a gente ou em criar para as massas.


Prefiro abraçar o diferente, mudar de ideias, experimentar e, acima de tudo, não me repetir. Como sou eu que crio e transformo praticamente tudo o que encontras aqui, a maioria das peças são únicas ou existem em quantidades muito, muito reduzidas.

E há outra coisa de que gosto particularmente: trabalhar com limites. Adoro pegar em restos, tecidos, roupa, materiais ou coisas que já existem e perguntar-me: “o que é que consigo fazer com isto?” Ter infinitas opções não me desafia tanto. Prefiro ter pouco e puxar mais pela criatividade.

No fundo, não quero ter todos os materiais do mundo para fazer aquilo que quero. Quero descobrir como fazer aquilo que quero com o que já existe.

Houve uma altura em que quis fazer da BAUY uma marca enorme. Queria crescer, crescer e crescer. Mas a vida acabou por me obrigar a olhar para isso de outra forma. Depois de uma doença neurológica que surgiu após um burnout atípico, percebi que, se quero criar a vida toda, preciso de construir uma vida que me permita continuar a fazê-lo. Hoje não quero uma BAUY gigante, cheia das burocracias e estruturas que tantas vezes nos afastam do verdadeiro motivo pelo qual começámos. Eu comecei porque queria criar — e é aí que quero continuar.

Por isso, este é o tamanho que escolho para a BAUY. Um tamanho que me permite continuar próxima de tudo o que faço e, principalmente, de quem escolhe o meu trabalho. Daqui podes esperar peças únicas, edições limitadas, pouquíssimas unidades e encomendas que dificilmente chegam duas vezes iguais. Adoro preparar os pacotes, mudar os detalhes, aproveitar para experimentar coisas novas e, sobretudo, adoro oferecer. Se compras algo meu, é muito provável que encontres qualquer coisa extra lá dentro. Não é uma estratégia de marketing nem uma obrigação da marca. Faço-o genuinamente porque gosto de mimar quem escolheu o meu trabalho. É a minha forma de te agradecer por teres confiado em mim uma primeira vez — e, espero eu, muitas mais.

É mais desafiante. E é exatamente isso que torna a BAUY tão minha.