Halo,

Bom ano!!! Cheio de coisa boa!!

Então, já há algum tempo que não aparecia por aqui. E confesso que, como não sabia se amanhã ia conseguir fazê-lo, decidi fazer hoje.

O mês de dezembro foi caótico para mim, sempre fui falando por aqui o que se ia passando sobre o burnout e bla bla bla, passados 7 meses os sintomas pioraram em vez de melhorar, até que dia 23 de dezembro eu achei que ia ser um Natal no hospital para mim, finalmente cruzei-me com o médico que precisei, o médico com uma resposta assertiva.


Até agora sempre fui partilhando na tentativa de poder, quem sabe, ajudar quem estivesse a passar o mesmo ou perto de passar, maaaaas, desta vez... sinto que é só estúpido, uma vez que o diagnóstico é dado em 500.000 pessoas a 30, ou seja, a probabilidade de alguém com a mesma doença ler isto é tipo quase nenhuma.

Basicamente foi-me diagnosticado PNF (perturbação neurológica funcional) que, trocando por miúdos, o meu cérebro e o meu corpo tornaram-se num típico casal juntos há 50 anos, em que cada um só quer saber de si e da sua opinião e não se entendem... ahah, desconectaram-se 😂 e... NUNCA SEI como vai ser a minha hora seguinte 👍 😎

Estou a brincar com o assunto apesar de, na realidade, não achar piada nenhuma, mas como nada acontece por acaso, a Diana multitasking que fazia mil coisas ao mesmo tempo, mil ideias tidas e feitas, já não existe e dificilmente voltará a existir, uma vez que nunca mais irei voltar a ser o que era, o que fazia numa tarde agora demoro uma semana ou mais.

O slow fashion, o upcycled e a Bauy virar um estúdio de arte, veio assentar que nem uma luva, incrível como um diagnóstico muda tanto uma vida, tanto pessoal como profissional!



Desejei o maior que possam imaginar para a Bauy, lojas em shopping, aliás estive a tratar de me colocar na fila de espera de shoppings para ter uma loja no norte num shopping; fazer centenas de peças por dia, coisa que já estava perto, em vez de ser por dia era por semana que fazia centenas delas; tive objetivos de eventos; festas; parcerias...

Enfim, e agora o meu objetivo é o oposto de tudo isso! É aproveitar o caminho, para o caso de não chegar à meta, estar feliz na mesma, em vez de dar tudo o que tenho e o que não tenho no caminho para quando chegar à meta ser feliz!

Da pior maneira percebi que é suposto ser... ao contrário, gente, ao contrário, primeiro bora lá ser felizes no que fazemos e aproveitar o dia a dia, para quando chegares à meta o sentimento de preenchimento já existir, não é a meta que te irá dar, mas sim o caminho!

Pode não ser o post que estavam à espera, mas foi o que eu precisei!

Com amor,
Diana



08 of January of 2026 — Diana Nobre